Alarme: 7h00

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Todo dia, à espera de uma surpresa, ela fazia tudo igual.
Acordava às 7h, tomava um café puro e comia o que estivesse disponível.
Ouvia música enquanto tomava banho, cantava no chuveiro. Às vezes, ainda molhada, se olhava no espelho e se achava bonita, outras vezes ela nem queria se ver.
O caminho para o trabalho era um tempo precioso que ela usava para ler livros e ouvir música. Sempre histórias de amor, aventura, diversão, sobretudo sobre amor. Mas sempre histórias alheias, de outros personagens, de outros tempos, de uma vida que não era dela.
E como ela havia desistido, com o tempo, deixou de esperar. E assim ela já não se lembrava que surpresas só acontecem assim, quando não se espera.