pra mim

pra mim

Fosse o céu de outra cor que não fosse azul, e tivesse o mar a calmaria de um lago, não seria o céu um céu, não seria o mar um mar.
São assim meus feitos, meu jeito, minha forma. Não seria eu se fosse diferente do que sou.
Mesmo que vez ou outra eu queira sim ser o avesso do que sou, não há o que fazer, aceito a forma que tem. Se é de sentir em demasia, que assim seja. Se é de chorar até molhar a face e as palmas das mãos, que assim seja. Se é de rir até criar vincos nas bochechas, que assim seja também.
Se é pra amar sem ter certeza alguma, que ame, e ame mais até que eu e o amor sejamos uma coisa só. E quando existir dúvida sobre quem sou e sobre o que me tornei, que eu consiga enxergar que eu e o amor somos uma coisa só. Não haverá razão que vá me fazer querer ser diferente quando tiver no peito a certeza do que sou, mesmo com dor, se houver amor.