Sobre música, sobre gente

show Pearl Jam
Show do Pearl Jam no Brasil – Eu era uma luzinha

Eu fecho os olhos agora e consigo me teletransportar para o meio de um estádio de futebol, é dia de show de uma das minhas bandas favoritas. Qualquer uma delas, viva ou morta, está lá. O estádio lotado, pessoas cobrindo o gramado, lotando os assentos de cima a baixo, a banda é um ponto pequeno no palco, cercada de luzes estrategicamente posicionadas, luzes brancas, amarelas, vermelhas, luzes rápidas que correm do vocalista para o baixista, e para o guitarrista e que contempla o baterista por alguns instantes até voltar de novo para o vocalista.
Em todas as músicas, milhares de pessoas cantam em uma única voz, elas vencem as caixas de som, vencem cada pequeno espaço vazio que por teimosia permaneceu no estádio. O eco entre os versos invadem o corpo pelos poros e o som explode no peito, sinto cada pelinho do meu corpo se arrepiar, meu organismo responde à música como uma droga boa de usar.
É minha banda favorita, é a música que eu escuto há anos, e cada um ali também tem uma história pra contar, e o que fazemos? Contamos nossas histórias, cantamos todos juntos, levantamos nossos celulares pois isqueiros agora acendem apenas os cigarros, somos pontinhos de luz, uma constelação no meio da cidade.