Conselhos inúteis

Me lembro de quando eu era criança, sentada no tapete da sala, brincando com peças de lego.
Imaginava que o futuro era um lugar muito distante.
Eu fazia contas, “em ano x eu vou ter tantos anos, e tudo vai ser diferente”.
Me imaginava em fases da vida, eu aos 15 numa festa bonita, aos 18 dominando o mundo, e já velhinha, eu aos 30.
Ainda me vejo sentada no chão da sala sobre o tapete escuro. Eu era uma criança, e criança não tem noção de tempo.
O fato é que a gente cresce, e enquanto a gente pensa sobre o tempo, ele vai passando, apressado, fugido.
Eu já não sento mais naquele tapete da sala, nem brinco com lego, não sou quem eu imaginei que seria quando chegasse na minha idade. O tapete não existe mais e aquela casa não é mais minha.
Dessa pressa, o que me sobrou foi um pouco de saudade, e a certeza de que tudo sempre passa, e que o tempo é sempre diferente do que a gente espera.

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