O poder da atração

Em julho eu iria para a Bahia.
Ia conhecer o Farol da Barra e dizer que estive em Salvador.

Antes disso eu ia ver o show do Rubel, que eu sempre quis ver desde que descobri quem era Rubel, e aprendi que se fala Rúbel e não Rubél. Melhor mesmo. Rubél me lembrava rubéola, mas preocupante mesmo é o corona.

Eu disse que ia ao cinema, os convites estão amassados na minha carteira. Todos vencidos. Queria ter ido sozinha e em par. Não fui.

Falei que em agosto ia fazer festa, porque nunca faço festa. Mas 30 é número redondo, é idade adulta, valia festa, valia despedida e boas vindas, era meu aniversário.

Prometemos nos ver, prometemos que qualquer dia desses, qualquer hora dessas, numa mesa de bar, num lugar legal, algo assim, porque é sempre assim.

E numa dessas noites de música e de gente que dança, me lembro de parar no tempo, sentar na calçada e desejar minha casa, pois meus pés doíam. Ainda tinha cheiro e cor de carnaval em Pinheiros. 

Há um tanto de coisa que eu ainda quero, tudo aqui guardado dentro de mim. Penso no poder da atração, penso em tudo que ainda não fiz, no que ainda não vivi. Penso nos corações, em todos os corações, penso nos abraços, eu penso e penso cada vez mais, penso até começar a acreditar que ainda poderei sentir algo bonito, doce, forte e colorido.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s