pressa

Uma vez me disseram que eu escrevo com pressa. Perguntei:
– Pressa de quê?
– Pressa de acabar.
Agora fico pensando que talvez seja verdade. Andei correndo com a caneta na mão.
Eu que sempre disse “se me ver correndo, saiba que estou fugindo.” O tanto que eu já fugi. Escapei, rabisquei, amassei páginas e as virei também, borrei as folhas com café, vinho, água e até com alguma lágrima que derrubei. Eu matei o português tantas vezes e saí impune.
Larguei no passado cada memória que registrei.
Não, não é pressa de acabar.
É o correr da vida que de pouco em pouco eu deixo aqui, e se parece pressa, peço desculpas. Não é pressa de acabar, é vontade de recomeçar.

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