Um caderno velho – Parte 4

O que você quer?
Gosto de céu aberto
E de abraços apertados
Quero um amor forte e liberdade para ser quem eu sou
Quero pés descalços e matar a saudade e a vergonha que ainda moram em mim.
Dos meus olhos quero faíscas de brilho da mais pura alegria, que eles já estão cansados de chorar.
Quero o som das risadas e o frescor do banho de um corpo que sabe o quanto é amado.
– 20/09/2018

As inquilinas
Não sei explicar de onde vem minha tristeza, assim como não sei de onde vem minha alegria.
O sol, o céu azul, o canto dos pássaros, as flores na primavera, tudo isso me desperta alegria. Essa alegria que vive em mim, em algum lugar.
A chuva no dia cinza, o frio, o vento forte, a névoa, tudo isso acorda uma tristeza aqui, ela também mora mim.
E é assim que eu vivo, com duas inquilinas que não se bicam, quando uma sai, a outra fica.

Queria um mapa
Seria bom saber qual caminho tomar.
Mas se fosse assim, não me perderia.
Às vezes é tão bom me perder, me perder de amor, de alegria, de bebedeira no bar com amigos, me perder completamente, e finalmente me encontrar inteira e completamente reinventada.
– 02/10/2018

Gosto de ficar sozinha
Gosto do silêncio e de ouvir meus pensamentos
Gosto de ler ao som de Ray Lamontagne
Gosto de me sentir capaz e livre.
Meus cabelos avoados, meus pés descalços e horríveis que não me causam constrangimento aqui sozinha
Eu não gosto é da solidão.
De vez em quando ela me agride e me acusa, me diz vai ser assim pra sempre.
Sabe, pra sempre é tempo demais.

 

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