roubo de copos de bar

Essa história de roubar copos. Não há uma necessidade nem carência de se fazer o que é feito, apenas se faz. O copo de bar, que deixa de ser de bar, e passa a ser de casa.

A Berrini já foi um lugar que gostei, hoje não gosto mais. Lá tinha o bar do Picachu, que não se chamava bar do Picachu. Picachu foi o melhor garçom que essa cidade já teve, tão melhor que se mandou pro Ceará (caso não me falhe a memória) e o bar que ninguém lembra o nome, ainda é o bar do Picachu, mesmo sem ele estar lá.

Numa dessas de Berrini, onde se bebe no bar e se come na padaria Leiriense, cheguei em casa moída, cansada e feliz, um copinho desses na mochila. O copo furtado, não por mim, mas que ganhou espaço onde cabia, hoje vive aqui em casa, e divide espaço com algum canto da Vila Olímpia, de Pinheiros e do Itaim. Todos os copos de alguma dose tomada, seja de cachaça, tequila e afins, morreram e vivem em paz num canto escuro do armário, nunca mais viram o álcool, um copo furtado, é um copo que foi salvo.

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