Meu canto no mundo

De vez em quando o mundo é um lugar lindo, céu azul, flores por todos os lados, crianças rindo, cães e gatos esperando um carinho, esperando um sorriso, de vez em quando eu sou só sorriso.

E o mundo não muda, o que muda sou eu, e tudo ainda é a mesma coisa, mas não eu.
E não tem um canto pra ir. Não quero flores, nem criancas, nem cães e gatos, nem céu azul. Queria um canto pra ficar até me sentir passar. E passar até voltar a ser quem vê o mundo de um jeito que faz sorrir.
Tem dia que eu só quero chorar, chorar até passar, até sentir que não tem mais como chorar. Até que minha última opção seja sorrir.
Me derramei, de tanto segurar, me derramei, os olhos não conseguem guardar as lágrimas que não sabem que rumo tomar, nem as lentes grandes dos óculos me ajudam a disfarçar.
— Por que você tá chorando? É o livro?
— Sim. É o livro.
— Tem uns livros que emocionam a gente.
— Sim.
Não existe um canto no mundo. É por isso que eu sempre carrego um livro comigo.

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