Aquela piada ruim

Vou lembrar de você toda vez que ouvir Closing Time e sempre que o bloquinho de Carnaval atravessar a Avenida Paulista.

Vou lembrar de você quando tomar um bom vinho e quando alguém tocar ukulele.

E você vai estar nos melhores momentos, num dia de sol no parque, no café expresso e no sorvete de creme, nas histórias sobre a África e na voz de alguém que jura que só quer me fazer feliz.

Provavelmente vai ser você que eu vou ver no porta-malas de um carro em qualquer filme do Tarantino, e nos cartazes de Procurado em alguma cidade pequena, vou lembrar de você quando tirar a nata do leite que eu jogo na pia, e toda vez que meu saldo no banco ficar negativo.

Vou lembrar de você quando o ônibus frear bruscamente me fazendo cair no meio do corredor enquanto eu vejo um absorvente pular da minha bolsa me causando o maior constrangimento da vida comum.

Vou lembrar de você quando o meu lugar no cinema for o pior ao lado de alguém que não para de falar e quando a caixa de leite na geladeira estiver completamente vazia.

E especialmente vou lembrar de você quando alguém contar uma piada promissora com aquele final em que ninguém ri, pois você é meio assim, uma piada ruim.

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