Uma pausa

Algumas vezes me pego pensando que a vida meio que joga cartas. E assim, por pura sorte, algumas pessoas recebem as boas cartas, as outras possuem cartas ruins. Os que estão com cartas ruins ou mostram na cara, sem ter o dom de disfarçar, e há os que aprendem a blefar.
Eu sei que minhas cartas não são tão boas. Meu jeito de jogar foi levar com humor.
Mas há dias e dias.
Não é sempre que vou rir. Rir também cansa os músculos faciais.
Às vezes me dou ao luxo de abaixar as mãos. Deixar as cartas na mesa. Ir pro meu quarto. Colocar uma música gostosinha pra ouvir, tomar meu chá de capim cidreira, e deixar o tempo passar.
Tem dias que eu simplesmente não estou.
Não adianta chamar.
Minhas cartas já não são tão boas, o melhor que eu posso fazer por mim é respeitar meu tempo. E eu volto. Sempre volto.

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