São Paulo também me deixa assim

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Hoje o sol saiu por alguns instantes, iluminando tudo, trazendo um pouco de cor quente pra essa cidade de cores e corações frios.
Estiquei meus braços para o céu, quem me viu podia imaginar que eu estava agradecendo, mas vou te contar, estava pedindo socorro, “Socorro, alguém venha me salvar!”.
Era o que eu pensava de olhos fechados, sentindo o calor percorrer as pontas dos meus dedos, correndo pelos meus braços, chegando no meu peito. Socorro.
Essas pessoas se olham, mas não se vêem, elas se empurram e não sentem umas as outras, somos bilhões e cada vez mais, e cada vez menores, bilhões de pessoas a sós.
Nossos nomes agora são números, nosso tempo é cronometrado e se esgota em 24 horas.
O sol foi embora.
Meu peito ainda está quente, por dentro eu fujo, por fora meu corpo está aqui, calo, não há nada que eu possa dizer nessa cidade sépia de pessoas frias.

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