Novembro retrógrado

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Talvez tenha sido a chuveirada quentinha, e o clima frio lá fora, talvez tenha sido culpa do meu horóscopo mensal que diz que novembro vai ser um mês estressante e nostálgico, talvez não tenha sido nada disso e por alguma razão me peguei pensando nos meus relacionamentos anteriores.
Lembrei das vezes que eu jurei que era pra sempre e quis com todas as forças que fosse, até que o pra sempre acabou e eu achei que o que não ia mais acabar era aquela dor estranha no peito, a frustração, o número de celular decorado que eu achei que nunca ia desaparecer da minha cabeça sendo que eu não consigo nem lembrar se passei desodorante. E teve aquelas vezes que assim como diz uma música do Paralamas do Sucesso, só chorei porque é triste o fim.
O amor acaba, os relacionamentos acabam, mas graças a Deus a dor passa, a saudade também, o desejo incontrolável de abraçar quem não pode mais ser abraçado também passa. E eu só sei disso porque passei por isso também. E acredite, é verdade quando dizem que o primeiro rompimento é o que dói mais. Depois disso você entende que sobrevive.
Lembro de tudo que eu achava que só seria possível estando ao lado de alguém, e que agora eu sei que tudo é possível mesmo sozinha. Os sonhos que eu tinha, os desejos, os ímpetos, as loucuras, tudo que eu posso assinar com meu nome, apenas o meu. E eu dou uma risada gostosa toda vez que eu realizo algo que antes era motivo de deboche, dúvidas, julgamentos. Grito bem alto “eu consegui!!!!” E digo mais vezes ainda “obrigada, obrigada, obrigada, obrigada!!!!”, alguém deve ouvir, Deus, o universo, as energias… Não sei.
É bom ter alguém pra segurar sua mão, é melhor ainda ter alguém que vai te abraçar se você acordar no meio da noite por causa de algum pesadelo, é gostoso ouvir eu te amo, é gostoso ouvir que é para sempre mesmo quando você sabe que é mentira.
Mas também é gostoso descobrir quem você é, o que você quer, é gostoso ter uma história só sua, é bom quebrar a cara também.

É importante crescer.

A gente acaba entendendo que não precisa de alguém, e que ninguém precisa da gente.
Se fosse assim, os relacionamentos chegariam ao fim com duas pessoas entubadas na UTI.
E eu sei que estou escrevendo a minha história, é bom ser a protagonista. E o resto, bem, o resto é surpresa. E eu prefiro assim.

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